domingo, 19 de janeiro de 2014

As Areias do Tempo

Eu ando vagarosamente pela praia
Observo o vai e vem do mar
Me admiro com o som vindo de cada onda que quebra diante de mim
Vejo o como é tão simples seu movimento
Mas como é tão gostoso ouvir o som suave das ondas
Caminhando com os pés no chão
Com os pés na areia.
Sinto o frio da praia, a brisa leve no meu rosto
E cada uma dessas sensações me faz lembrar de um rosto
Um perfume, um abraço, um toque
Um beijo que nunca dei
Escrevo seu nome na areia, pra me lembrar de quem eu amo
Risco bem fundo, e enfeito de conchas
Coloco uma estrela bem bonita para que saiba que não só o céu
mas todo o mar é teu
Mas o mar insiste em apagar o que construí para e somente a ti
E assim eu vivo na praia sempre escrevendo seu nome
Procurando conchas, e estrelas
Para que possa sempre escreves nas areias do tempo
O nome de quem eu amo tanto
E sempre me esforçando para que o mar
Nunca lhe carregue para longe de mim
E quando me cansar, quero me afogar em uma maré alta
E assim virar um brilho de um nascer do sol
E você poderá sempre olhar que todo dia sempre haverá
Uma luz pra lembrar que jamais deixei o mar te levar de mim

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